SPONDIAS ADMIRABILIS

 

FAMÍLIA DAS ANACARDINACEAS

 

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FRUTAS MADURAS

FRUTAS, POLPA E SEMENTES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FOTO NÃO

 

DISPONIVEL

ARVORE

FLORES

 

NOMENCLATURA E SIGNIFICADO: CAJÁ-BOLA vem de ACAJÁ-UVA vem do guarani que significa “Fruta com semente volumosa e UVA na composição pode se referir ao formato globoso”. Também recebe os seguintes nomes: Cajá Bola, Cajá-mirim-acido-redondo.

 

ORIGEM: Espécie rara que corre nas matas de pluviais da Mata atlântica do estado do Rio de Janeiro e também a encontrei nas florestas semideciduais latifoliadas de altitude no município de Angatuba SP, Brasil.

Mais informações no link: http://servicos.jbrj.gov.br/flora/search/Spondias_admirabilis

 

OBSERVAÇÕES: Encontramos essa espécie na borda de uma mata onde passava uma pequena estrada que dava acesso para um sitio. Era mês de inverno (Junho de 2014) e encontramos apenas frutas secas na arvore e também caídas no chão. Sem saber de que espécie se tratava coletei um pouco de sementes e no ano seguinte em Janeiro de 2015 germinaram algumas. Ao ver o crescimento descobri que era uma espécie de cajá. Mais só consegui identificar ao encontrar a publicação cientifica https://www.researchgate.net/publication/281340520_A_revision_of_Spondias_L_Anacardiaceae_in_the_Neotropics publicada em 2015.

 

CARACTERISTICAS: A arvore na floresta pode atingir 15 a 25 metros de altura com diâmetro do tronco de 30 a 70 cm; mais geralmente cresce até 10 metros quando cultivada, tendo copa larga, compacta e globosa, tendo tronco reto e cilíndrico de cor prateada a amarronzada, com superfície finamente fissurado na vertical. Os brotos jovens são glabros (sem pelos) e prateado e as folhas pinadas (como penas) tem folíolos bem semelhantes a Spondias venulosa, porém tem menor tamanho, são opacos e com margem ligeiramente revoluta e serrilhada. As folhas são compostas imparipinadas (com forma de pena, mais que termina com um folíolo), a raque ou eixo central mede de 7,5 a 20 cm de comprimento e por ele se distribuem de 3 a 7 pares de folíolos (folha única) com textura membranácea (delicada), com forma ovóide, medindo 1,5 a 4 cm de comprimento por 1,2 a 2,3 cm de largura. Essa espécie pode ser facilmente identificada por se observar os pecíolos (cabinhos) que são densamente pubescentes (com pelinhos) e a base da raque da pina com pelos esparsos. As flores nascem em panículas (tipo de cacho composto com forma piramidal) terminais, multifloras e densas de 4,6 a 19 ou 20 cm de comprimento, e amplamente ramificado, chegando a ter mais de 30 a 50 flores muito pequenas, com 3 mm, de cor esverdeada por fora e esbranquiçada por dentro. Os frutos são drupas (com uma semente), globosas, carnosas, medindo de 2 a 3,5 cm de diâmetro com exocarpo (casca) amarelo claro e fino; protegendo mesocarpo (a popa) que é fibrosa de cor amarela e com sabor acidulada. A semente é redonda e mede de 1,5 a 2,6 cm de diâmetro.

 

DICAS DE CULTIVO: é de fácil cultivo e muito rústica, desenvolvendo-se desde o nível do mar até 1.700 m de altitude, ocorrendo em solos férteis e úmidos, profundos e ricos em matéria orgânica. Quanto ao clima a planta aclimatizada suporta temperaturas mínimas de até – 2 graus e máximas de até 38 graus e pode ser cultivada onde a temperatura media anual fique entre 8 a 32 graus. As plantas jovens têm os brotos terminais queimados com as geadas, mais rebrota com facilidade. Com respeito às chuvas pode ser cultivada onde caem de 800 m a 2.500 mm anuais, tolerando inundações ou encharcamentos bem breves.

 

MUDAS: As sementes são fibrosas e ortodoxas (com casca fibrosa e que entra em dormência), por isso as sementes podem ser colhidas na safra, limpas e semeadas 3 a 5 meses depois no fim da primavera. O plantio é feito colocando as sementes lado a lado em jardineiras com 50 cm de comprimento e 20 cm de altura e largura, contendo substrato feito de 50% de matéria orgânica e 50% de areia de rio, desse modo a germinação inicia com 45 a 90 dias. As plântulas podem ser transplantadas para sacos individuais quando estiverem com 15 cm de altura. As mudas atingem 30 a 40 cm em 8 a 10 meses após a germinação. O desenvolvimento das mudas é rápido, iniciando a frutificação com 6 a 7 anos a depender das condições climáticas e práticas culturais.

 

PLANTANDO: Para o cultivo no pomar caseiro recomendo plantar 2 pés no espaçamento de 5 x 5 ou 6 x 6 m entre plantas e para reflorestamento recomendo o espaçamento de 4 x 4 m. As covas de 50 por 50 cm e devem ser abertas 2 ou 3 meses antes do plantio e preparadas com 3 a 6 pás de matéria orgânica + 50 g de farinha de casco e chifre de boi + 50 g de cinza de madeira, misturando tudo muito bem, voltando a terra no buraco para curtir por 2 meses antes do plantio. A melhor época de plantio é de agosto a dezembro. Veja como preparar para um bom plantio, clicando aqui!

 

CULTIVANDO: Para se ter uma planta mais baixa as mudas podem ser podadas no inverno à 50 cm do chão no primeiro ano após o plantio e depois, será preciso selecionar 3 ou 4 galhos para que crescem num raio de 90 graus, dos quais formarão a copa. A adubação é feita por polvilhar 3 a 4 pás de matéria orgânica feita de galhos e folhas trituradas e 30 a 60 gramas de farinha de chifre e casco de boi, debaixo das copas das arvores – pois o sistema radicular é bem superficial. A adubação deve ser aumentada em 1 pá por ano de vida acrescentando + 10 gramas da farinha citada. Manter a coroa da planta com capim seco ou chips de madeira para manter a umidade.  

 

USOS: Frutifica em abril e maio. Os frutos são saborosos para consumo in natura, apesar de serem bastante ácidos. Mais quando os frutos são despolpados, a polpa é ótima para a fabricação de sucos e sorvetes. Os frutos colhidos de vez podem ser usados na culinária e cozidos com frango, ficando muito saboroso. A árvore é ornamental e pode ser plantada em grandes parques e jardins. As flores são melíferas e a arvore por ter crescimento rápido, deve ser utilizada em projetos de reflorestamentos visando fornecer alimento para fauna em geral na época de escassez de frutas.

 

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