GARCINIA GARDNERIANA

 

FAMILIA DAS CLUSIACEAE

 

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FRUTOS MADUROS DE BACUPARÍ POCA DE SÃO PAULO

ARVORE DE BACUPARÍ POCA DE SÃO PAULO

FRUTOS, POLPA E SEMENTES DE BACUPARÍ POCA DE SÃO PAULO

FLORES FEMININAS DE BACUPARÍ POCA DE SÃO PAULO

VARIEDADE DE BACUPARÍ-POCA COM FRUTO ALARANJADO DE MINAS GERAIS

FRUTAS, POLPA E SEMENTES DO BACUPARI-POCA COM FRUTO ALARANJADO DE MINAS GERAIS

FRUTOS E POLPA DE BACUPARÍ-POCA GIGANTE (com 5 a 6 centímetros) encontrado na mata atlântica do estado do Espirito Santo – Foto: Marco Aurélio.

FOLHAS E FRUTAS DE BACUPARÍ-POCA GIGANTE (com 5 a 6 centímetros) encontrado na mata atlântica do estado do Espirito Santo – Foto: Marco Aurélio.

 

NOME INDIGENA: BACUPARÍ-MIRIM vem do tupi guarani e significa “fruta de cerca” por causa dos ramos ascendentes que crescem na horizontal quando a planta nasce em áreas abertas ou ainda porque os índios cultivavam para cercar suas roças. O adjetivo MIRIM quer dizer pequeno, pelo fato de algumas plantas silvestres terem a fruta pequena. Também recebe o nome de Uvacupari, Bacoparí e Laranjinha. TENHO AS VARIEDADES:

BACUPARÍ DE FRUTAS AMARELAS, BACUPARÍ DE FRUTAS LARANJAS, BACUPARÍ DE FOLHA ONDULADA E BACUPARÍ DE FRUTA GRANDE.

 

Origem: Encontrado na maior parte do Brasil, na floresta Amazônica aparece nas florestas de terra firme, no cerrado surgem no cerradão e em matas de galeria; aparece nas montanhas da mata atlântica e em formações primarias da floresta de restinga e em capões de mata no pantanal, em florestas semideciduais ou humbrófilas primárias e bem preservadas. Mais informações no link: http://servicos.jbrj.gov.br/flora/search/Garcinia_gardneriana

 

ASSISTA AO VÍDEO PARA SABER MAIS E SE INSCREVA NO CANAL ACESSANDO O LINK: https://www.youtube.com/watch?v=y6oCtM0Z8ow

 

Observações: Existem diversas variedades de Garcinia gardneriana com características morfológicas diferentes, a depender do local onde é encontrado, tipo de solo, ambiente e clima, a mesma espécie pode apresentar folhas maiores ou menores, onduladas, mais rijas ou tenras e a variação nos frutos também é grande, podendo ter frutas arredondadas ou ovaladas e bicudas (com rostro) na base do fruto ou no ápice, com casca mais fina ou mais grossas e de coloração amarelada até o alaranjado. O sabor também varia mais a principal característica é a doçura combinada com uma leve acidez lembrando um pouco o sabor da Lichia (Litchi chinenisis). Nas fotos acima ilustram algumas variedades

 

Características: Arvoreta a arvore de 4 a 12 m de altura quando em pleno sol; mais no interior da mata se torna uma arvore com 13 a 25 m de altura. A copa em pleno sol se torna densa e piramidal. O tronco é ereto, verde opaco e as vezes amarelado quando jovem, passando a ficar castanho pardacento quando envelhece, este tem 10 a 30 cm de diâmetro, sua casca é fina e quando ferida exsuda látex claro e pouco abundante. Essa espécie é facilmente identificada por se observar ramos novos que são tetrágonos brilhantes e cerosos. As folhas são opostas, simples, cartáceas ou coriaceas (de textura grossa), lanceolada (com forma de lança) ou oblonga (mais longa que larga) presa ao caule sob pecíolo (haste ou suporte) de 5 mm a 2,5 cm de comprimento, tetrtagono e supra canaliculado (semelhante a calha). A lamina mede de 4 a 16 cm de comprimento por 2 a 5,5 cm de largura, a base é aguda (que se afina rapidamente) e o ápice é acuminado (com ponta comprida) e notavelmente os canais laticíferos da lamina foliar são escuros, densos e bem visíveis.  As flores femininas surgem em inflorescência em fascículos opostos axilares, com 7 a 15 ou mais flores, formando inicialmente botões florais globosos ou oblongos, flores até 1cm de diâmetro; com 2 sépalas, branco-esverdeadas, e 4 pétalas creme-esverdeadas ou alvas. As flores masculinas: de 10-15 surgem sobre um pequeno pulvínulo de 1-1,5 mm de altura e 4-5 mm de diâmetro, mais são difíceis de serem observadas pois as plantas produzem maior quantidade de flores femininas e produtivas. Os frutos são bagas de 2 a 5,5 cm de comprimento por 1,5 a 3,5 cm de largura, arredondado ou oblongo (Mais longo que largo), de casca lisa de cor amarela ou alaranjada abrigando polpa gelatinosa, branca ou translucida envolvendo 1 a 2 sementes por fruto de até 2 cm de comprimento por 4 a 6 mm de largura.

 

Dicas para cultivo: É de fácil adaptação aos mais variados tipos de solo e climas, e por isso pode ser cultivado em todo o território brasileiro. Aprecia temperaturas medias de 12 a 28 graus para uma boa safra de frutos, embora seja resistente a quedas bruscas de temperatura de até -3 graus no Rio Grande do Sul, sendo indiferente a máximas de 43 graus quando cultivada no Nordeste e na Amazônia. Pode ser cultivado em solos argilosos de áreas inundáveis (plintossolo), em terra roxa ou vermelha de alta fertilidade (nitossolo ou latossolo) e solos brancos ou arenosos de rápida drenagem (argissolo); estes devem ter pH entre 4,5 a 7,0, sendo o nível de 6,0 ideal para cultura comercial e produção de frutos mais doces. As chuvas devem ser bem distribuídas e com uma estação seca de pelo menos 90 dias. Começa a frutificar com 4 a 5 anos após o plantio.

 

Mudas: As sementes são alongadas e recalcitrantes (podem manter-se viáveis por até 4 meses se mantidas numa temperatura de 10 graus). Mais recomendo serem plantadas (escolher sempre as maiores) logo que retiradas da polpa. O substrato de plantio deve conter 50 gramas de farinha de osso para um carinho de terra de superfície + 50 % de matéria orgânica feita de galhos e folhas trituradas. As sementes germinam com 60 a 150 dias, com índice de germinação de 90%. Recomendo plantar uma unidade de semente por saco individual com no mínimo 20 centímetros de altura, deixar os sacos semeados em local com 50% de sombreamento e irrigar dia sim, dia não. As mudas crescem lentamente, ficando com 40 cm aos 15 meses de vida, quando já podem ser plantadas no local definitivo.

 

Plantando: O espaçamento em pleno sol ou na sombra deve ser de no mínimo 5 x 5 m entre plantas. As covas devem ter 50 cm nas 3 dimensões e ser preparadas com 3 meses de antecedência, adicionando e misturando aos 25 cm da terra iniciais cerca de 4 a 5 pás de composto orgânico bem curtido + 50 gramas de farinha de casco e chifre de boi. Para saber como fazer um bom plantio, clique aqui. O plantio deve ser feito no inicio das chuvas em setembro e outubro. Nos primeiros 3 meses convém fazer uma irrigação com 10 l de água a cada 15 dias.

 

Cultivando: Não é exigente a irrigações frequentes, mais requer que a coroa de onde foi plantada tenha cerca de 10 cm de cobertura morta (capim seco) para manter a umidade. Fazer podas de limpeza e formação no inverno eliminando os ramos que brotarem na base do tronco e os galhos cruzados ou voltados para o interior da copa. Adubar com composto orgânico feito de galhos e folhas triturados + 50 gramas de farinha de chifre e casco de boi dobrando essa quantia a partir do 6ª ano e continuar adubando anualmente na primavera. Lembrar de distribuir o adubo na projeção da copa com distancia do tronco igual a medida da circunferência do mesmo.

 

Usos: Frutifica nos meses de janeiro a março. Os frutos são deliciosos para o consumo in natura, pois, são adocicados e com acidez no ponto ideal, são muito refrescantes. Até a casca pode ser consumida, pois é rica em antioxidantes e pode tirar a dor de juntas e das articulações se consumir de 2 a 4 frutas com casca todo dia. Com a polpa dos frutos se pode fazer frisantes deliciosos. As flores são apícolas para as abelhas silvestres sem ferrão. A árvore é de belo efeito ornamental e não podem faltar no pomar de sua chácara ou fazenda e também estar presente em projetos de revegetação permanente.   

 

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