GARCINIA BRASILIENSIS E variedades
FAMILIA DAS CLUSIACEAE |
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BACUPARI MIRIM DE FRUTA AMARELA MAIS ACIDULADA |
PLANTA COM 4 ANOS DE BACUPARI DE FOLHAS ONDULATAS |
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Flores hermafroditas |
FOLHAS DO BACUPARI DE FOLHAS ONDULATAS |
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ARVORE Bacupari mirim (G. brasiliensis) |
FRUTAS, POLPA E SEMENTES DO BACUPARI DE FOLHAS ONDULATAS. A casca é fina, saborosa e a polpa com baixa acides e bem doce |
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FRUTAS, POLPA E SEMENTES DO BACUPARI MIRIM DE FRUTA AMARELA |
FRUTAS MADURAS E VERDES DO BACUPARI DE FOLHAS ONDULATAS. |
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BACUPARÍ MIRIM DE FRUTA ALARANJADA – MUITO SABOROSA |
FRUTAS, POLPA E SEMENTE DE BACUPARI- DE FRUTO GRANDE MAIS DOCE |
NOME INDIGENA: BACUPARÍ-MIRIM vem do tupi guarani e significa “fruta de cerca” por causa dos ramos ascendentes que crescem na horizontal quando a planta nasce em áreas abertas ou ainda porque os índios cultivavam para cercar suas roças. O adjetivo MIRIM quer dizer pequeno, pelo fato de algumas plantas silvestres terem a fruta pequena. Também recebe o nome de Uvacupari, Bacoparí e Laranjinha. TENHO AS VARIEDADES:
BACUPARÍ DE FRUTAS AMARELAS, BACUPARÍ DE FRUTAS LARANJAS, BACUPARÍ DE FOLHA ONDULADA E BACUPARÍ DE FRUTA GRANDE.
Origem: Encontrado em todo o Brasil, na floresta Amazônica aparece nas florestas de terra firme, no cerrado surgem nas matas de galeria próximos a rios que descem das montanhas da mata atlântica e nesse ambiente está bem distribuída em formações primarias, em clareiras e nas restingas litorâneas desde o estado da Bahia até o Rio Grande do Sul. Na região sudeste a planta avança pelo interior e chega ao Pantanal onde aparece com frequência nas bordas de matas. Mais informações no link: http://servicos.jbrj.gov.br/flora/search/Garcinia_brasiliensis
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Observações: Existem diversas variedades de Garcinia Brasiliensis com caracyteristicas morfológicas diferentes, a depender do local onde é encontrado, tipo de solo, ambiente e clima, a mesma espécie pode apresentar folhas maiores ou menores, onduladas, mais rijas ou tenras e a variação nos frutos também é grande, podendo ter frutas arredondadas, ovaladas, com casca mais fina ou mais grossas e de coloração amarelada até o alaranjado. O sabor também varia de doce a mais acido e as sementes podem ser grandes ou pequenas.
Características: arbusto a arvore de 2 a 6 m de altura quando em pleno sol; mais no interior da mata se torna uma arvore com 6 a 20 m de altura. A copa em pleno sol se torna densa, globosa. O tronco é ereto, verde esbranquiçado quando jovem, passando a ficar castanho pardacento quando envelhece, este tem 10 a 30 cm de diâmetro, sua casca é fina e quando ferida exsuda látex amarelo, abundante. As folhas são opostas, simples, cartáceas ou coriaceas (de textura grossa), lanceolada (com forma de lança) ou oblonga (mais longa que larga) presa ao caule sob pecíolo (haste ou suporte) de 5 mm a 2 cm de comprimento e canaliculado (semelhante a calha). A lamina mede de 5 a 23 cm de comprimento por 2 a 11 cm de largura, a base é atenuada (que se afina gradativamente) e o ápice é acuminado (com ponta comprida) ou aguda (terminando em ponta fina). É uma espécie hermafrodita (com ambos os sexos na mesma planta) ou dióica (com flores masculinas em uma planta e femininas em outra. As flores masculinas são pouco numerosas (10-15) em fascículos com aspecto verticilado, inseridas sobre um pulvínulo pouco conspícuo, estames de 20-30, translúcidos com filetes firmes e anteras ferrugíneas. As flores hermafroditas são de 3 a 5, disco de ca. de 1 mm de altura, tem ovário súpero, ovóide, de 3 mm de altura e 2,5 mm de diâmetro, coroado por um estigma caliptriforme com 1 mm de altura e 2,5 mm de diâmetro. As flores surgem em numero de 3 até 15 em fascículos (pequeno feixe) na axila das folhas ou entrenós, sob pedicelo (haste de suporte) de 1,5 a 3,5 cm de comprimento. Cada flor mede 1 cm de diâmetro quando aberta, contem cálice (invólucro externo) reduzido a 2 sépalas membranáceas de 2 a 3 mm de comprimento, ás vezes com canais marrons e corola (invólucro interno) com 4 a 5 pétalas livres, creme esbranquiçadas, reflexas (voltadas para a base) de 6 a 7 mm de comprimento por 3 a 5 mm de largura. Os frutos são bagas de 2 a 3,5 cm de comprimento por 1,5 a 3,5 cm de largura, arredondado ou oblongo (Mais longo que largo), de casca lisa de cor amarela ou alaranjada abrigando polpa gelatinosa, branca ou translucida envolvendo 1, até 4 sementes por fruto com tamanho variável.
Dicas para cultivo: É de fácil adaptação aos mais variados tipos de solo e climas, e por isso pode ser cultivado em todo o território brasileiro. Aprecia temperaturas medias de 12 a 28 graus para uma boa safra de frutos, embora seja resistente a quedas bruscas de temperatura de até -3 graus no Rio Grande do Sul, sendo indiferente a máximas de 43 graus quando cultivada no Nordeste e na Amazônia. Pode ser cultivado em solos argilosos de áreas inundáveis (plintossolo), em terra roxa ou vermelha de alta fertilidade (nitossolo ou latossolo) e solos brancos ou arenosos de rápida drenagem (argissolo); estes devem ter pH entre 4,5 a 7,0, sendo o nível de 6,0 ideal para cultura comercial e produção de frutos mais doces. As chuvas devem ser bem distribuídas e com uma estação seca de pelo menos 90 dias. Começa a frutificar com 4 a 5 anos após o plantio.
Mudas: As sementes são alongadas e recalcitrantes (perdem o poder germinativo rapidamente), por isso devem ser plantadas (escolher sempre as maiores) logo que retiradas da polpa. O substrato de germinação deve conter 300 gramas de farinha de osso para 100 litros de terra de superfície + 50 % de matéria orgânica feita de galhos e folhas trituradas. As sementes germinam com 25 a 60 dias, com índice de germinação de 80%. As mudinhas podem ser transplantadas com 10 cm ou 6 folhas definitivas, em sacos de 30 cm de altura e 15 cm de largura contendo substrato isento de farinha de osso e enriquecido com 40% de matéria orgânica galhos e folhas trituradas e bem curtida, pois a farinha de osso só favorece a germinação, mais inibe o crescimento da muda. Após o transplante as mudas devem ficar em sombreamento de 50% até atingirem 35 cm, quando devem ser transferidas para o sol pleno. As mudas crescem lentamente, ficando com 40 cm aos 15 meses de vida, quando já podem ser plantadas no local definitivo.
Plantando: O espaçamento em pleno sol ou na sombra deve ser de no mínimo 5 x 5 m entre plantas. As covas devem ter 50 cm nas 3 dimensões e ser preparadas com 3 meses de antecedência, adicionando e misturando aos 25 cm da terra iniciais cerca de 4 a 5 pás de composto orgânico bem curtido + 50 gramas de farinha de casco e chifre de boi. Para saber como fazer um bom plantio, clique aqui.. O plantio deve ser feito no inicio das chuvas em setembro e outubro. Nos primeiros 3 meses convém fazer uma irrigação com 10 l de água a cada 15 dias.
Cultivando: Não é exigente a irrigações frequentes, mais requer que a coroa de onde foi plantada tenha cerca de 10 cm de cobertura morta (capim seco) para manter a umidade. Fazer podas de limpeza e formação no inverno eliminando os ramos que brotarem na base do tronco e os galhos cruzados ou voltados para o interior da copa. Adubar com composto orgânico feito de galhos e folhas triturados + 50 gramas de farinha de chifre e casco de boi dobrando essa quantia a partir do 6ª ano e continuar adubando anualmente na primavera. Lembrar de distribuir o adubo na projeção da copa com distancia do tronco igual a medida da circunferência do mesmo.
Usos: Frutifica nos meses de Dezembro a abril. Os frutos são adocicados, acidulados e muito refrescantes, próprios para consumo in natura. Até a casca pode ser consumida, pois é rica em antioxidantes e pode tirar a dor de juntas e das articulações se consumir de 2 a 4 frutas com casca todo dia. Com a polpa dos frutos se pode fazer frisantes deliciosos. As flores são apícolas para as abelhas silvestres sem ferrão. A árvore é de belo efeito ornamental e não podem faltar no pomar de sua chácara ou fazenda e também estar presente em projetos de revegetação permanente.
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