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FICUS PUNCTATA
FAMÍLIA DAS MORACEAE |
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FRUTOS QUASE MADUROS |
FRUTO VERDE NO ESTAGIO EM QUE AS FLORES MASCULINAS E FEMININAS SE ABREM. |
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ACIMA: PLANTA REVESTINDO PAREDE COM FRUTAS ABAIXO: FRUTO BEM MADURO NO PONTO PARA FAZER DOCE |
FRUTO MADURO, POLPA E SEMENTES |

NOMENCLATURA E SIGNIFICADO: FIGO PINTADO DE CIPÓ. O NOME CIENTICICO Ficus punctata quer dizer figueira pintada ou pontuada pelo fato de o dorso das folhas e frutos serem pintados e cheio de bolinhas. Também chamada de Figueira de Bornéu, pois a minha planta se originou de sementes coletadas na ilha de Bornéu. O nome nativo ou indígena dessa espécie não foi encontrado!
ORIGEM: nativa das florestas preservadas das regiões tropicais e subtropicais do sudeste asiático, incluindo Taiwan, Indochina, Malásia e Indonésia. Mais informações em: https://powo.science.kew.org/taxon/urn:lsid:ipni.org:names:853516-1#:~:text=The%20native%20range%20of%20this,in%20the%20wet%20tropical%20biome.
OBSERVAÇÕES: Planta raríssima e ainda pouco conhecida e cultivada aqui no pomar coleção a partir de sementes plantadas em 2.011. a planta cresceu lentamente e começou a produzir os primeiros frutos em julho de 2023. Agora formamos mudas a partir de estacas da planta mãe e essas mudas começam a produzir frutas com 3 a 4 anos após o plantio, É uma maravilhosa planta para revestir e formar paredes e telhados verdes e ainda produz ótimas frutas para fazer doce em cauda!
Características: Planta trepadora, lenhosa e perene, com ramos novos arredondados e quando mais velhos ficam achatados e com formato triangular e com caule de cor cinza esbranquiçado cheio de lenticelas (glândulas) arredondadas. Na floresta ou em ambiente natural a planta pode crescer rastejante pelo solo, sobre troncos ou rochas e até crescer no tronco de arvores grandes atingindo a copa das arvores tendo medida de 8 a 25 m de altura. As raízes dessa espécie tem estruturas fixadoras que grudam e se fixam sobre qualquer tipo de superfície rustica, podendo crescer sobre o tronco de outra arvore, sobre rochas ou até paredes rusticas. Essa espécie é facilmente identificada por se observar o látex branco que exsuda em qualquer parte ferida e por se observar as costas das folhas com minúsculas e muitas pontuações. As folhas são simples, alternas, coriáceas (rijas como couro), oblongas (mais longa que farga), as vezes elípticas ou foiciformes (forma de foice) medindo 2,5 a 8 cm de comprimento por 1 a 1,8 cm de largura. Os pecíolos são curtos e na maioria das vezes pilosos e as brotações são protegidas por brácteas (tipo de folha modificada) enrolada e caduca (que se desprende assim que o broto terminal começa a crescer). Em varias revências na internet há referencia de que a planta é dioica (produz flores masculinas em uma planta e flores femininas em outra planta); mais assim como todas as espécies do gênero Ficus, esta produz o fruto do tipo sicômoro ou seja uma inflorescência carnosa fechada com inúmeras flores minúsculas no interior do fruto que são monoicas ou seja com flores femininas e masculinas na mesma planta. Essas flores minúsculas são polinizadas por espécies de vespídios específicos que entram no fruto para se reproduzir ou se alimentar. O fruto dessa espécie chega a medir de 5 a 9 cm de diâmetro e fica roxo e macio quando maduro, e quando há vespídeos que fazem a polinização, as sementes são viáveis e germinam.
Dicas para cultivo: A planta é resistente a geadas de até – 3 graus quando adulta (com 3 anos de idade) e a secas de 3 a 5 meses. É bom cultivá-la em lugares altos (altitude maior que 600 m); o solo deve ser profundo, úmido, neutro, com constituição arenosa ou argilosa (solo vermelho) e rico em matéria orgânica. A muda precisa de sombreamento no primeiro ano para sobreviver. Recomendo que seja cultivada e plantada no solo e em local com boa umidade, mais próximo de uma parede ou tronco onde a planta possa escalar e crescer. Também pode ser cultivada em latada ou parreira, e neste caso, precisa fincar no chão 6 mourões ou poste de concreto que tenham 2,20 m de comprimento. Os mesmos serão fincados numa distancia de 2,5 m de largura entre filas e 3 m entre mourões. As covas para se fincar os mourões devem ter 60 cm de profundidade de moto que sobre 1,60 na altura, aonde na cabeça dos mourões deve ser amarrados e ou parafusados caibros e ripas que vão tutorar os galhos trepadores. As madeiras devem ter intervalos de 30 a 40 cm de distancia entre si. Depois de pronta a parreira, chegou a hora do plantio que deve ser feito em novembro a dezembro, ocasião em que se deve fincar uma taquara que leve o cipó até onde estão as madeiras de suporte. A medida que o cipó crescer esse deve ser amarado até que alcance o suporte.
Mudas: As sementes são milimétricas e de cor esbranquiçada a caramelada e conservam o poder germinativo por até 5 meses se guardadas em recipiente umedecido. Germinam em 60 a 90 dias, se plantas em substrato feito de 40% de terra vermelha e 50 % de matéria orgânica feita de galhos e folhas trituradas e 10% de areia de rio. As mudas atingem 30 cm com 12 meses no viveiro. Após o plantio crescem lentamente até no primeiro ano, depois soltam galhos longos e a partir daí crescem mais rápido. As plantas oriundas de sementes iniciam frutificação com 8 a 12 anos após o plantio. E as plantas multiplicadas de estacas feitas de uma planta já adulta, começam a produzir frutas a partir do 3 ou 4 ano após o plantio!
Plantando: As covas devem ter 50 cm nas três dimensões e ser preenchidas por se misturar aos 25 cm de terra iniciais cerca de 4 a 5 pás de composto orgânico bem curtido + 50 gramas de farinha de casco e chifre de boi. Para saber como fazer um bom plantio, clique aqui. Espaçamento 4 x 4 m entre covas. A irrigação deve ser feita a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar água na época da florada. Melhor época de plantio é de outubro a dezembro.
Cultivando: Deve-se observar o crescimento dos galhos e providenciar suporte para que crescem e se agarrem ao local desejado. No inicio é bom amarrar os cipós até que se prendam com o passar do tempo. Adubar com composto orgânico feito de galhos e folhas triturados + 50 gramas de farinha de chifre e casco de boi dobrando essa quantia a partir do 6ª ano e continuar adubando anualmente na primavera. Lembrar de distribuir o adubo natural num raio de 30 a 60 cm do tronco e a 10 a 15 cm de distancia deste.
Usos: Frutifica de novembro a dezembro e de junho a agosto. Os frutos são grandes, macios e roxos quando maduros mais não apresentam aroma e nem sabor marcantes. Para consumo in natura os frutos são insípidos, mais produzem uma excelente compota que pode ser feita usando os frutos maduros da mesma forma que se faz doce do figo comum (Ficus carica). A planta tem propriedades medicinais e as folhas e frutos verdes após fervidos são usados para curar coceiras e feridas na pele. A planta é muito ornamental e pode ser cultivada com sucesso em paisagismo para revestir paredes, muros e outras superfícies. Também pode ser cultivada sobre telhados verdes e sobre o tronco de palmeiras ou arvores grandes!
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