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PACHIRA MOREIRAE
FAMÍLIA DAS MALVACEAS |
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ARVORE |
ARVORE COM 5 ANOS DE IDADE – quando começou a produzir |
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FRUTO AMADURESCENTO |
FRUTO ABERTO E TAMANHO DA CASTANHA |
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DETALHE DAS FOLHAS |
DETALHE DO RAMO TOMENTOSO |
NOMENCLATURA E SIGNIFICADO: MAMORANA DA CAATINGA vem do Tupi e significa “arvore Semelhante ao mamão” por causa da semelhança do galhos e frutas jovens com os de mamão (Carica papaya). Também recebe os seguintes nomes: Cacau da Caatinga, Barriguda da Caatinga.
OBSERVAÇÕES: Ganhei uma única muda trazida numa mala de roupas de um amigo muito especial que planta frutas raras e espécies raras na Bahia! Apesar de chegar sem folhas e muito desidrata, consegui recuperar a muda que ficou 2 anos no viveiro e foi plantada no ano 2020, frutificando a primeira vez em 2024; e agora no fim de 2025 produziu 2 frutos e pude fazer algumas mudas dessa raridade! Mais informações da publicação desta espécie em 2014, acessem o artigo clicando aqui!
ORIGEM: Espécie endêmica e raríssima na natureza onde atualmente existem só 2 populações com poucos indivíduos, presentes na caatinga e floresta decidual no norte de Minas Gerais e na Bahia, Brasil. Mais informações no link:
http://servicos.jbrj.gov.br/flora/search/Pachira_moreirae
CARACTERISTICAS: Arvore de pequeno porte, crescendo de 3 a 6 metros, com fuste (tronco) curto, engrossado na base e bem semelhante a um baobá, de cor castanho acinzentado, com estrias marrons, seguida de numerosos ramos e galhos que formam a copa. A folha é composta, palmada (com forma de mão ou dedos), compostas de 5 a 7 folíolos com base dilatada e articulados, as laminas ou folhas são pulvinadas (com pelinhos lanosos tomentosos) e o pecíolo ou cabinho das folhas mede de 10 a 16 cm de comprimento. A lamina foliar e foliolos 7 a 14 cm de comprimento por 3,5 a 7 cm de largura e tem base cuneada e ápice truncado (cortado) ou emarginado (enrolado).
As flores são grandes, vistosas e solitárias nas extremidades dos ramos, com cálice (invólucro externo) cupuliforme (forma de cúpula). A corola (invólucro interno) com forma tubular antes de se abrir, de cor verde castanha e tomentosas (coberta de lanugem) e tricomas estrelados, com 5 pétalas oblongas (mais longa que larga) medindo de comprimento por até 1,5 cm de largura. Os frutos são cápsulas deiscentes (que se abrem naturalmente) de formato oblongo (mais longa do que larga) medindo 07 a 09 cm de diâmetro por 08 a 12 cm de comprimento, com casca verde amarelada quando verde e acastanhados quando maduros se abrindo em 4 a 5 partes, expondo sementes recobertas por lanugem castanhas descritas abaixo.
DICAS DE CULTIVO: Planta de origem tropical, mais que se adapta ao clima subtropical, podendo resistir bem a seca de até 5 a 8 meses sem chuvas. É de fácil cultivo e muito rústica, desenvolvendo-se desde o nível do mar até 1.600 m de altitude, ocorrendo em solos de cultura, arenosos, úmidos, profundos e ricos em matéria orgânica. Quanto ao clima a planta adulta suporta temperaturas mínimas de até – 3 graus e máximas de até 38 graus e pode ser cultivada onde a temperatura media anual fique entre 10 a 32 graus. As plantas jovens têm os brotos terminais queimados com as geadas, mais rebrota com facilidade. Com respeito às chuvas pode ser cultivada onde caem de 850 m a 2.500 mm anuais.
MUDAS: As sementes são grandes, meio angulosas e ovadas, de coloração castanho claro e com estrias no sentido longitudinal, medem cerca de 3 a 4 cm de altura por 1,7 a 2,6 cm de largura, e são envolvidas por uma fina penugem tipo algodão de cor caramelo. Elas germinam facilmente num período de 10 a 30 dias. Recomendo que sejam plantadas diretamente em sacos individuais contendo substrato feito de 50% de terra vermelha, 40% de composto de galhos e folhas trituradas e 10% de areia de rio. As mudas atingem 35 cm com 5 a 6 meses após a germinação. Formar as mudas em pleno sol. A frutificação inicia-se com 3 a 5 anos, dependendo do solo e tratos culturais e clima. Também pode ser facilmente propagada por estacas de galhos lenhosos e maduros.
PLANTANDO: Pode ser plantada a pleno sol ou em reflorestamentos mistos, pois
produzem frutos com castanhas comestíveis para a fauna em geral. No pomar
planta-se num espaçamento de 5 x
CULTIVANDO: Fazer apenas podas de formação da copa e eliminar os galhos que nascerem na base do tronco ou que se cruzarem para o interior da copa. Adubar com composto orgânico, pode ser 3 pás de composto de galhos e folhas + 50 gramas de farinha de casco e chifre de boi, dobrando essa quantia a partir do 5ª ano e continuar adubando anualmente na primavera. Lembrar de distribuir o adubo na projeção da copa com distancia do tronco igual a medida da circunferência do mesmo.
USOS: Frutifica em fevereiro a março. As sementes ou castanhas que podem ser consumidas in natura e tem sabor que lembra uma mistura de noz macadâmia e amendoim. As castanhas sem a casca, podem ser usadas para produzir um pó semelhante achocolatado. Para produzir tal especiaria é preciso colher as sementes, fazer um corte na semente, daí é só torrar numa panela ou no forno, depois de ficarem de cor caramelo, é só bater no liquidificador e voltar novamente a massa triturada na panela até secar totalmente, depois voltar no liquidificador e por ultimo passar a farinha numa peneira fina. Esse pó é meio oleoso é um verdadeiro chocolate que pode ser misturado (1 colher de sopa) num copo de leite (quente ou gelado) adoçado a gosto, estando pronta uma bebida energética e muito saborosa. O pó ainda pode ser usado como ingrediente para bolos, bolachas, brigadeiro e outras iguarias. Essa espécie corre o perigo de extinção e não deve faltar em nenhum tipo de coleção botânica para se garantir sua existência.
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